quarta-feira, 27 de março de 2013
VOCÊ SABIA?

Em 1953, passou a chamar-se Cruzada Nacional de Evangelização, viajando pelo interior do país, e em 1955, recebeu a denominação Igreja do Evangelho Quadrangular e se instalou na cidade de São Paulo. A difusão da Igreja na região Sudeste se deu com missionários pregando em tendas itinerantes, exatamente como Aimee Mc Pherson, e ao final da década de 80 já contava com cerca de 5.000 templos construídos, 40.000 diáconos e 1,2 milhão de membros.
sábado, 23 de março de 2013
A trajetória de Aimee Semple McPherson
Aimee Kennedy nasceu no dia 9 de outubro de 1890 em uma pequena
fazenda próxima a Ingersoll, em Ontário, Canadá. Esse foi o local em
que Aimee passou sua infância e adolescência. Ela era a filha única de
James e Minnie Kennedy.
Quando
jovem, Aimee frequentava a Igreja Metodista, mas se afastou quando
passou a se interessar por outras atividades - cinema, patinação no
gelo, romances e bailes. Durante o colégio, ela ficou fascinada pela
teoria da evolução de Darwin. Nesse período, chegou a duvidar de suas
crenças e até mesmo de Deus - ela tinha dezessete anos. Foi uma fase
muito complicada para ela, pois causou muita tristeza à sua mãe.
Aimee
não suportava mais a situação que estava vivendo, e em uma noite no seu
quarto clamou a Deus: “Oh, Deus, se há um Deus, revele-se a mim”. Ela
estava prestes a ter sua dúvida respondida. No dia seguinte, enquanto
caminhava com seu pai no centro da cidade, Aimee viu uma placa que
anunciava cursos de avivamento pentecostal e foi à próxima reunião,
acompanhada por seu pai.
Naquele
dia, ela ficou marcada em dois momentos. O primeiro foi durante a
mensagem trazida por Robert Semple, baseada em Atos 2.38 - foi naquele
momento que ela reconheceu seus pecados. O segundo momento que a marcou
foi quando Robert Semple começou a falar em línguas. Ele estava de olhos
fechados e seus braços estavam estendidos em direção a Aimee. Ela
sentiu como se Deus lhe falasse sobre sua vida, e ali reconheceu que Ele
mostrava que ela era uma pobre e perdida pecadora.
Aimee
ficou confusa durante alguns dias. Sabia que Deus estava certo sobre
ela e sobre a necessidade de ter um verdadeiro encontro com o Senhor. Ao
voltar da escola, rogou novamente a Ele: “Senhor Deus, tem misericórdia
de mim, pecadora!” O peso dos ombros de Aimee acabou e uma alegria,
jamais sentida antes, tomou conta do coração da jovem. Ela decidiu se
afastar de tudo que não a conduziria ao caminho do Senhor. Naquele dia,
Aimee se converteu.
O Chamado
Mesmo
tomada por uma euforia muito grande, Aimee sentia que faltava algo. A
sensação de que devia realizar alguma coisa por Deus tomou conta dela e,
em oração, percebeu que devia levar aos outros aquilo que havia
alcançado. Como não sabia o que fazer, ela então passou a estudar a
Bíblia procurando desvendar o segredo daqueles que serviram a Deus – o
que encontrou no livro de Atos.
Aimee
passou a frequentar as reuniões na casa de uma senhora que pertencia à
Missão Pentecostal. A mulher já havia sido batizada com o Espírito Santo
e este era um dos motivos que levava Aimee a faltar às aulas para
participar das pregações.
A
jovem queria muito ser batizada com o Espírito Santo, e junto da
senhora permanecia orando durante todo o dia para que ela ficasse na
cidade até receber o batismo. Certo dia, quando tentava voltar para sua
casa, foi impedida por uma forte tempestade de neve que havia paralisado
os trens e interditado as estradas. Ela teve que ficar na casa da tal
irmã por toda a semana.
Aquele
foi um período de muita oração e, em um sábado, Aimee ajoelhou-se na
sala orando e pedindo pelo batismo com o Espírito Santo. Em determinado
momento, Aimee foi tomada por uma alegria muito grande e teve uma visão.
Ela viu um campo de trigo e aquele trigo se transformou em rostos
humanos e as folhagens em mãos erguidas. Ela ouviu as palavras do Senhor
que diziam: “Os campos já estão brancos para a ceifa. A seara é grande,
porém poucos os ceifeiros. Rogai, para que o Senhor mande ceifeiros
para sua seara”. Logo depois disso, ela enxergou o Senhor colocando uma
foice de dois gumes em suas mãos e sentiu o seguinte chamado em seu
coração: “Vais recolher o trigo, mas lembres sempre que a foice te é
dada para cortar o trigo. Muitos ceifeiros usam-na corretamente apenas
poucas horas e depois começam a cortar e marcar os seus colegas.
Aplica-te à tarefa que está perante a ti, corte somente o trigo e
recolhe os molhos preciosos”. Foi naquela manhã que Aimee recebeu o
batismo com o Espírito Santo.
Tempos
depois, Aimee escreveu o seguinte sobre essa experiência: “Dentro do
meu coração ficaram duas convicções: primeira que o Consolador tinha
entrado para ficar e viver em consagrada obediência à Sua vontade;
segunda, que eu tinha recebido um chamado para pregar o evangelho
eterno”.
Casamento e início de seu ministério
No
dia 22 de agosto de 1908, Aimee Kennedy casou-se e tornou-se a Sra.
Robert Semple. Juntos, o casal iniciou um ministério de evangelização.
Aimee
sofreu um acidente que causou uma fratura grave em um de seus pés. As
dores eram muito fortes e, estando em uma conferência, decidiu voltar
para casa e descansar. Deus, no entanto, quis que ela voltasse e
recebesse a oração de cura do Reverendo Durham. Ela voltou e foi curada
milagrosamente.
O
casal Semple foi à China para trabalhar como missionários e lá ambos
foram acometidos por malária. Robert Semple faleceu e Aimee decidiu
retornar para os Estados Unidos com a filha recém-nascida, Roberta, nome
dado em homenagem ao pai.
O
desejo de Aimee era ter novamente uma família completa e no decorrer
dos anos ela conheceu Harold Stewart McPherson. Eles e casaram em 28 de
fevereiro de 1912. Dessa união, nasceu Rolf Kennedy McPherson.
O
fato de se dedicar inteiramente à família estava fazendo com que Aimee
se afastasse cada vez mais de seu ministério, mas ela sentia que Deus a
queria de volta. Ela então acabou entrando em depressão.
A
saúde de Aimee foi ficando cada vez mais debilitada e ela passou por
várias cirurgias. Sempre clamando para que Deus a curasse, ela sentia
que Ele lhe dizia: “Tu irás? Pregarás a Palavra?” Quando chegou à beira
da morte, ouviu novamente o Senhor dizendo: “Agora, tu irás?” Aimee
reuniu suas forças e foi. Entendeu que jamais se deve fugir da vontade
de Deus.
A Visão de Ezequiel
Durante
uma das muitas campanhas realizadas por Aimmee Semple McPherson, uma
mensagem pregada teve o poder de mudar sua vida. A partir daquele
momento, uma nova Igreja nasceu, não vinda de divisões ou dissensões,
mas direto do coração de Deus, para ela e para os que se uniram a ela.
A
passagem narrada era Ezequiel 1.1-28. Ao ler esse trecho, em que o
profeta narra a visão de um ser semelhante ao homem, com quatro cabeças e
com pés de bezerro, Aimee teve um momento extasiante e indescritível.
Suas palavras foram: “Os dedos do Espírito arrebataram as cordas da
harpa eólica do meu coração e evocaram uma sublime e maravilhosa melodia
semelhante ao som de um grande amém”. Assim surgiu a mensagem
quadrangular, que pouco tempo depois se transformou em igreja.
Rosto de Homem: o
pecado chegou ao mundo pelas mãos de um homem e a redenção também. O
homem puro e sem pecado é semelhante ao cordeiro sem mácula que foi
oferecido como sacrifício por Israel.
Rosto de Leão: o
leão simboliza a força e o poder, assim como é o Espírito Santo, que
foi enviado para revestir os salvos, para que eles pudessem dar
sequência ao ministério de Jesus depois que Ele subiu aos céus. Graças
ao poder do Espírito Santo, o homem tem coragem para vencer as armadas
malignas, pregar o Evangelho do Reino e fazer as obras que Jesus fez e
quer que sejam feitas.
Rosto de Águia: a
águia é utilizada para observar a figura de Jesus como grande Rei, uma
vez que é considerada a rainha dos céus. Em determinado tempo de sua
vida, a águia se renova, ressurgindo revestida em nova vida, de maneira
majestosa. Assim será com Jesus, Ele voltará em glória e majestade para
buscar sua Igreja.
Rosto de Boi: o ministério é simbolizado pelo boi, um animal forte e capaz de remover grandes fardos, mas considerado servil.
Campanhas e viagens
A
primeira campanha realizada por Aimee foi na cidade de Mount Forest, no
Canadá, em 1915. Nas duas primeiras noites de pregação o salão estava
quase vazio, mas ela não desistiu. No terceiro dia ela pegou uma cadeira
e foi até uma esquina próxima ao salão. Aimee subiu na cadeira, fechou
os olhos, levantou os braços e começou uma oração silenciosa. Ouviu
burburinhos, desceu da cadeira e disse: “Depressa, venham comigo”, e
saiu correndo. Todos que estavam ali a acompanharam.
Ao
chegarem ao salão, Aimee pediu que as portas fossem fechadas para que
ninguém pudesse sair dali. Nem era necessária tal medida, pois todos
ficaram até o final da pregação. Nos dias que se seguiram, o número de
pessoas não parava de aumentar e foi preciso fazer as pregações em uma
área aberta atrás do salão.
Logo
depois, Aimee comprou uma lona para montar uma tenda. O que ela não
contava era que a lona estava rasgada; por sorte, várias pessoas se
ofereceram para ajudá-la a remendar a lona.
As
campanhas, realizadas entre 1915 e 1918, alcançaram milhares de vidas e
foi nesse período que o ministério de cura divina começou a crescer na
vida de Aimee. Muitos milagres aconteceram diante de multidões que
louvaram e glorificaram a Deus.
Um
dos milagres aconteceu com a própria Aimee. Em uma das pregações, uma
lâmpada de querosene explodiu em seu rosto e causou uma queimadura. Ela
ouviu um homem dizendo que ela não iria mais pregar por causa do
acidente. Era uma pessoa cética e crítica que dizia assim: “A ‘pregadora
da cura divina’ não vai prosseguir com seus trabalhos”. Ao ouvir isso,
Aimee começou a reunião com um cântico e em determinado momento ergueu
suas mãos para glorificar a Deus e as feridas foram desaparecendo na
frente de toda a multidão. Ao final do culto, Aimme estava com sua pele
completamente restaurada.
O ministério internacional iniciou-se em 1922 em uma campanha na Austrália, seguida de outras em várias nações.
Por
onde Aimee Semple McPherson passava milhares de pessoas se convertiam e
outras milhares eram curadas e libertas. Ela não se preocupava apenas
em pregar a salvação e a cura, o batismo com o Espírito Santo também
fazia parte de suas prioridades. Aimee sabia que todos os que recebiam
esse batismo teriam poder para vencer as barreiras e permanecerem firmes
na Palavra de Deus.
O fim de seu ministério e morte
A
grande alegria de Aimee era estar diante de uma congregação pregando o
Evangelho de Jesus. Ela gostava de mostrar que Ele salva, batiza com o
Espírito Santo, cura e voltará em breve como Rei.
Aimee
já estava com sua saúde muito debilitada, mas mesmo assim fez seu
último sermão no auditório cívico de Oakland, cidade onde recebeu a
mensagem quadrangular 22 anos antes. A data foi 26 de setembro de 1944;
sua pregação, como sem
Aimee
foi para o hotel descansar e não acordou mais. No outro dia, 27 de
setembro de 1944, seu filho Rolf a encontrou morta. Ali terminou seu
ministério, um ministério que, até hoje, serve como exemplo para àqueles
que abraçaram a causa de Cristo, que é “pregar o Evangelho a toda
criatura” (Mc 16.15).
Fonte: http://www.portalbr4.com.br/index.php/2011-09-27-04-13-15/quadrangular/243-a-trajetoria-de-aimee-semple-mcpherson
quarta-feira, 13 de março de 2013
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